segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um sono perigoso

Ainda jovem ouvi uma história que nunca esqueci, nem seu conteúdo, nem sua lição.
Era uma vez... não é assim que começa toda história? Então, lá vai:
Era uma vez um pescador de pérolas. Homem acostumado ao ofício desde pequeno, fazia-o
de forma espetacular para os que vivem distantes do mar. Mergulhava todas as manhãs das
rochas próximas à sua casa e permanecia debaixo d’água por intermináveis minutos, graças
à sua extraordinária capacidade de controlar a respiração. Lá embaixo, portando apenas uma
faca, abria as ostras uma a uma, em busca das tão cobiçadas pérolas, para depois vendê-las
no mercado da cidade. Todos os dias fazia a mesma coisa e sempre era bem sucedido. Ia e
vinha, seguro de si, dono da situação. Nunca havia passado nenhum aperto, pois conhecia
bem o mar e os peixes e sabia onde estava pisando, ou melhor, mergulhando.
Um belo dia, ensolarado e especialmente bonito, saiu para mais um mergulho em busca de
pérolas. Prendeu a respiração e mergulhou. O mar estava cristalino e imaginou que algo de
especial iria encontrar. Ao aproximar-se dos recifes, seus olhos viram uma grande ostra
aberta, com uma linda pérola à mostra, de um tamanho que nunca vira. Estava num tipo de
gruta que somente conseguiu ver pela luz do sol forte que atravessava as águas e iluminava
aquela direção. Quando criança seu pai chegou a mencionar que isto poderia acontecer, mas
que haveria perigos que ele correria ao tentar a sorte. Segundo seu pai, haveria outras pérolas
no mar que ele poderia retirar, mas não deveria insistir em pescas assim.
Ansioso pela oportunidade e pela beleza diante de seus olhos, deixou de lado o medo, voltou
à tona para respirar e mergulhou novamente em busca de seu desejo. Enfiou sua mão na
gruta para retirar a ostra, mas foi surpreendido pelos tentáculos frios de um grande polvo
que seguraram seu braço e o mantiveram preso, até que todo o ar de seus pulmões se foi e
ele morreu afogado.
Esta triste história desde jovem me alerta sobre o risco de esquecermos as recomendações
de Deus para a nossa vida. Quantas vezes Ele nos alerta sobre os riscos e perigos que alguns
caminhos nos trazem e mesmo assim insistimos em seguir por eles. Sabe, queridos, você e
eu sabemos dos riscos de uma vida de desobediência e de pecado. Por isto, quero convidá-lo
a retrocedermos hoje mesmo, em um arrependimento sincero e voltarmo-nos para o
Senhor, que é grandioso em perdoar. Deus está sempre pronto a nos ajudar a recomeçar.
Deus te abençoe neste dia,
Pr. Antonio Marques

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