terça-feira, 26 de abril de 2011

Nada era Dele

O berço que Ele usou na estrebaria, por acaso era dEle?
Era emprestado!
E o manso jumentinho, em que, em Jerusalém, chegou montado;
E palmas recebeu pelo caminho, por acaso era dEle?
Era emprestado!
E o pão - o suave pão, que foi, por seu amor multiplicado,
alimentando toda multidão - por acaso era dEle?
Era emprestado!
E os peixes que comeu, junto ao lago, e ficou alimentado,
Esse prato era Seu?
Era emprestado!
E o famoso barquinho?
Aquele barco em que ficou sentado, mostrando a multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?
Era emprestado!
E o quarto em que ceou, ao lado dos discípulos, ao lado de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou por acaso era dEle?
Era emprestado!
E o berço tumular, que, depois do Calvário foi usado, de onde havia de ressuscitar, o túmulo era dEle?
Era emprestado!
Enfim, NADA era dEle, mas a coroa que Ele usou na cruz, e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!
Isso disse um poeta, certo dia, numa hora de busca da verdade;
mas, não aceito essa filosofia, que contraria a própria realidade:
O berço, o jumentinho, e o suave pão, os peixes, o barquinho, o quarto, e a sepultura,
eram dEle a partir da criação.
Ele os criou - assim diz as Escrituras.
Mas, a cruz que Ele usou - a rude cruz, a cruz negra e mesquinha,
onde meus crimes todos expiou - Essa não era Sua:
ESSA CRUZ ERA MINHA!!!

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